Mobilização Articular

A mobilização articular tem como objetivo primário propiciar o deslizamento de uma superfície articular sobre a outra, em um sentido linear ou curvilíneo, para influenciar na artrocinemática (movimento articular) com efeito correspondente na osteocinemática (movimento angular). Ela, a mobilização articular, atua diretamente sobre o tecido conjuntivo periarticular com o intuito de provocar movimento e/ou inibição da dor e contribuir na recuperação da amplitude de movimento em particular se associada ao alongamento logo após a mobilização.

Por exemplo, a mobilização posteroanterior (ver imagem) em uma das vértebras da coluna vertebral consiste em um componente de pressão longitudinal no processo espinal, além de um componente de força transversal direcionado perpendicularmente ao componente de força longitudinal. O componente de força longitudinal pode produzir deformação no tecido conjuntivo superficial, enquanto o componente transversal tende a produzir pressão no tecido conjuntivo (Caling e Lee, 2001).

Mobilização Articular Posteroanterior

O fato de empregarmos a mobilização articular associada ao alongamento não significa que a mobilização articular envolva somente a articulação e que o alongamento seja exclusivamente muscular, mas sim que, dependendo do comprometimento, um desses componentes pode estar mais restritivo do que o outro. Pois, que, tanto o movimento articular influencia os músculos daquela articulação como a normalização do excesso de tônus ou a supressão do encurtamento tem um efeito importante na articulação.

A mobilização articular não está confinada à articulação; ela também está associada à musculatura e ao invólucro fascial, interconectada à fáscia profunda e a outros tecidos, como os ligamentos (Simmonds et al., 2012). As limitações artrocinemáticas causam parte das limitações nas amplitudes de movimento e suprimindo-as consegue-se um aumento na amplitude de movimento.

Todavia, não se sabe se a disfunção articular provoca a restrição muscular ou se a disfunção muscular provoca a restrição articular, ou mesmo se ambas disfunções ocorrem em paralelo com ênfase no sistema que apresenta maior rigidez. O que se sabe é que a fisiologia articular está interrelacionada com sua estrutura e a função. A estrutura permite a amplitude de movimento funcional, ao passo que a exigência funcional pode manter ou alterar a estrutura. Nessa premissa, alterar um dos componentes articulares provoca efeitos na função da articulação e na amplitude de movimento.

Achour Junior, A. Mobilização e alongamento na função musculoarticular, Manole, 2017.

 

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2 comentários em “Mobilização Articular

  1. EDINAMAR TEIXEIRA disse:

    Tenho dificuldade na amplitude da minha perna esquerda ao alongar, sinto um maior desconforto, e sempre que alongo fica aquela dorzinha nas nádegas que erradia para a perna e no quadril uma dor local bem na lateral, o movimento de sentar e fazer uma “borboleta” é super desconfortante, mais esse movimento deitada com as mãos apoiada sobre a coxa forçando-a para baixo não problema algum.

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