Sua academia está atenta aos novos padrões de comportamento do consumidor no Séc. 21?

De partida, te convido a se lembrar de quando você, seus pais e avós compravam roupas e acessórios, bem como móveis e equipamentos eletroeletrônicos apenas nas lojas físicas para onde você e sua família se dirigiam como se fosse um momento de lazer, programa de sábado no shopping. Abuso do pedido e te convido a se lembrar de quando você e/ou alguém muito próximo encomendava via catálogo os cosméticos e perfumes. E sem fazer cerimônia, te peço para rememorar as vezes que você recebeu um contato telefônico de alguma instituição de caridade te oferecendo a oportunidade de ajudar crianças em orfanatos brasileiros e/ou em países distantes.

Se você nasceu na década de 1980 ou antes, como é o meu caso, certamente terá vivenciado a experiência o relacionamento comercial “one channel”. E note que todos eles, off-line. A internet ainda não havia mudado o varejo como o faria, dramaticamente, nas últimas duas décadas. Ainda íamos à agência de turismo analisar os pacotes para as férias em Marataízes-ES – os mais abonados, para a Disney –, e ir ao Pizzaiolo, para o belo-horizontino, era sinônimo de que o pai havia recebido o salário do mês.

Corta para os dias atuais. Você não precisa sair de casa para comprar nada disso. A ida ao restaurante, que já havia sido substituída pelo advento das telepizzas, evoluiu para os aplicativos de smartphones. Ou seja, do canal único migrou para o canal duplo. Do duplo, para o múltiplo. Sequer o catálogo da consultora Natura ficou imune. Até ela, a Natura, se rendeu aos múltiplos canais de vendas. Está nas gôndolas das drogarias, tem site para vendas online.

E o que as academias e demais modelos de negócios do fitness têm a ver com isso?

Num futuro muito próximo, é certo que seu filho contará aos amigos de colégio as histórias dos pais que vendiam atividade física apenas em um canal, o físico, na academia. Que usava a internet, quando muito, para divulgar a existência de seus serviços e, também, como álbum de fotografia online, postando as fotos no Instagram. E todos darão boas gargalhadas, enquanto bebem o shake de proteína que encomendaram via app e compram, via tablet, o próximo treino online e ao vivo que farão em 30 minutos, em uma praça ou orla do mar qualquer, ofertados por operadores que entenderam o que o consumidor omnichannel espera do mercado de fitness.

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