A nova edição do Panorama aponta mudanças estruturais no comportamento do consumidor, na operação dos centros de atividades físicas e no papel da tecnologia
Yara Achôa, Fitness Brasil
19/1/2026
O setor fitness fechou 2025 mais robusto, mais complexo e definitivamente mais competitivo. A 4ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil mostra um mercado que evoluiu não só em volume — com milhares de centros abertos em todas as regiões — mas também em maturidade operacional, perfil do público e expectativas sobre experiência.
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O estudo revela três tendências que devem orientar estratégias, investimentos e posicionamentos ao longo de 2026. A seguir, os movimentos mais contundentes para quem atua no ecossistema das atividades físicas no país.

1) Assiduidade como métrica estratégica e não apenas comportamental
Se antes frequência era vista como responsabilidade do aluno, o Panorama reforça que, em 2026, ela passa a ser indicador-chave de gestão. A diferença de comportamento entre perfis é evidente: alunos matriculados frequentam majoritariamente 4 a 5 vezes por semana, enquanto usuários de agregadores ficam em 2 a 3 vezes. Isso muda decisões de produto, comunicação e operação. Centros com baixa frequência tendem a sofrer mais churn, reduzir ticket médio e fragilizar previsibilidade de caixa.
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Em 2026, a pergunta estratégica deixa de ser “quantos alunos eu tenho?” e passa a ser “quantas vezes eles vêm?”. Programação mais inteligente, experiência mais fluida e jornadas sem atrito tornam-se diferenciais de retenção. E, portanto, de receita.
2) Interiorização definitiva e diversificação regional do mercado
O movimento de descentralização deixa de ser tendência e se torna realidade consolidada. Entre 2019 e 2025, estados como Alagoas (+180%), Pará (+178%), Piauí (+166%) e Pernambuco (+154%) registraram alguns dos maiores crescimentos proporcionais do país. Além disso, 46% dos municípios brasileiros já contam com centros de atividades físicas ativos. Isso altera completamente o mapa de oportunidades para 2026.
Novos polos surgem fora das capitais; operações de pequeno porte ganham força; modelos especializados encontram demanda. E a competição deixa de se concentrar apenas nas grandes regiões metropolitanas. Para 2026, a diversificação geográfica exige leitura granular de mercado, precificação dinâmica e estratégias adaptadas ao território. Não mais soluções padronizadas.
3) Profissionalização acelerada da gestão e da experiência do aluno
O Panorama mostra um setor majoritariamente formado por pequenos operadores. 80% possuem até 10 funcionários e 84% têm apenas uma unidade. Mas, agora, operam em um cenário muito mais exigente. Com mais concorrência, mais canais de aquisição e consumidores mais conscientes, cresce a necessidade de gestão qualificada.
Tendências como controle de acesso digital (54% já utilizam biometria ou reconhecimento facial), maior uso de agregadores (77%) e aumento da frequência dos matriculados mostram que tecnologia e experiência passam a caminhar juntas.
Ou seja, em 2026, eficiência operacional, treinamento de equipe, uso de dados, controle financeiro e clareza de posicionamento deixam de ser diferenciais e passam a ser fundamentos. O mercado amadureceu. E o gestor precisa amadurecer junto.













































































































































































































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