Muay thai lidera o interesse nas buscas, seguido por boxe e jiu-jitsu, e os dados revelam muito sobre o comportamento de quem procura por esses esportes no Brasil
Por Redação FitBR News
11/6/2026
As academias de luta vivem um momento de crescimento no Brasil. Um levantamento recente sobre o interesse dos brasileiros por esportes de combate revelou um ranking das modalidades mais pesquisadas no país e os dados ajudam a entender tanto o comportamento do consumidor quanto as oportunidades de mercado para gestores e profissionais do setor. A análise mostra uma predominância das modalidades de trocação, aquelas que envolvem golpes em pé, com o muay thai na liderança.
O ranking das modalidades mais buscadas
O muay thai aparece na liderança das buscas, com 8 mil acessos, seguido de perto pelo boxe, com 7 mil, o que indica uma preferência por atividades com maior intensidade física e potencial de gasto calórico elevado. Logo atrás, o jiu-jitsu aparece com 5 mil buscas, refletindo um perfil diferente de praticante.

Em uma análise de período mais amplo, a liderança do muay thai se confirma com folga. O muay thai se consolidou como a luta mais buscada do país em 2025, chegando a mais de 161 mil buscas nos últimos 12 meses. A modalidade tailandesa se beneficia de dois fatores centrais: ser amplamente oferecida em academias e ter forte apelo em rotinas de condicionamento físico.
O levantamento contemplou todos os estados do país e usou como critério principal o interesse demonstrado por meio de pesquisas online. É importante destacar que os dados refletem a intenção de busca, e não necessariamente a quantidade de matrículas em academias ou a prática efetiva das modalidades. Ainda assim, a intenção de busca é um indicador valioso de tendência de consumo, e de demanda potencial.
Por que as lutas de impacto atraem mais iniciantes
A predominância das modalidades de trocação no topo do ranking tem explicações práticas. A preferência por modalidades como muay thai, boxe e kickboxing pode ser explicada por fatores práticos: essas atividades são frequentemente associadas a treinos intensos, com alto gasto energético, o que atrai pessoas interessadas em emagrecimento. Além disso, o formato das aulas costuma ser mais dinâmico, o que facilita a entrada de novos praticantes.
O ranking também mostra como o interesse dos brasileiros por academias de luta transita entre tradição esportiva e fenômenos midiáticos. Disciplinas tradicionais como capoeira, taekwondo e judô seguem evidentes na rotina de pesquisa dos brasileiros, e modalidades associadas a competições modernas, como MMA e wrestling, também mantiveram forte presença. O boxe se beneficia de duas frentes de interesse: a prática esportiva regular e sua recente migração para formatos de entretenimento digital.
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No caso do MMA, o apelo vem da visibilidade do esporte em grandes organizações globais e da presença constante de atletas brasileiros de destaque. O judô, por sua vez, mantém força histórica: é amplamente presente em projetos sociais, escolas e clubes esportivos e segue como porta de entrada para crianças no universo das artes marciais.
O que isso significa para o mercado fitness
O crescimento do interesse por academias de luta se insere em um movimento mais amplo do mercado fitness brasileiro, que vive uma fase de diversificação e expansão. Segundo a 4ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil, o número de estabelecimentos do setor quase triplicou em uma década, e a interiorização do mercado abre espaço para nichos especializados que se destacam da musculação tradicional.
As modalidades de combate são exatamente esse tipo de nicho. Para o gestor, o ranking traz uma informação estratégica: existe demanda crescente e mensurável por esses serviços, especialmente pelas lutas de trocação, que combinam apelo de emagrecimento, dinamismo de aula e baixa barreira de entrada para iniciantes. Isso representa uma oportunidade concreta de ampliação de portfólio, seja para academias que queiram incorporar aulas de luta à grade, seja para empreendedores avaliando a abertura de espaços especializados.













































































































































































































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