Dados do Panorama Setorial Fitness Brasil mostram expansão acelerada, interiorização e novos polos de crescimento que reposicionam o país no mapa global do mercado fitness
Yara Achôa, Fitness Brasil
19/2/2026
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a potência do mercado fitness no país, os números mais recentes ajudam a esclarecer. A 4ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil confirma um salto histórico: o número de centros de atividades físicas quase triplicou em uma década, passando de 22.581 CNPJs ativos em 2015 para 62.718 em 2025.
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A tendência não mostra sinais de desaceleração. Ou seja, mantido o ritmo atual, o Brasil deve ultrapassar 70 mil estabelecimentos já em 2027, consolidando-se como um dos maiores mercados do mundo.

Crescimento em todas as áreas
Diferentemente do que ocorria em ciclos anteriores, essa expansão não está concentrada apenas nas capitais. O Panorama revela um movimento robusto de interiorização e descentralização, com estados historicamente menos presentes no setor liderando o avanço. Entre 2019 e 2025, por exemplo, Alagoas cresceu 180%, Pará 178%, Piauí 166% e Pernambuco 154%. Esses números mostram que o novo mapa do fitness brasileiro tem múltiplos polos, oportunidades e modelos emergentes.
Sudeste segue liderando
Mesmo com crescimento mais moderado, o Sudeste continua concentrando a maior fatia dos centros ativos: São Paulo sozinho responde por quase 25% de todos os estabelecimentos do país. Ou seja, um volume absoluto que reforça a maturidade e também a competitividade acirrada da região.
Já Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina compõem o bloco que sustenta a expansão com densidade e diversidade operacional. A diferença é que, agora, o crescimento não está apenas em abrir portas, mas em sustentar modelos de negócio mais sólidos e eficientes.
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Interiorização muda o jogo
Com 46% dos municípios brasileiros já contando com centros de atividades físicas ativos, a chegada das academias ao interior cria um novo cenário: mais proximidade com o consumidor, demandas regionais específicas e maior necessidade de profissionalização. O Panorama mostra que a maioria dos estabelecimentos ainda é de pequeno porte, com até 10 funcionários e apenas uma unidade.
Trata-se de um modelo que funciona bem em mercados emergentes, mas que exige gestão mais precisa, dados e diferenciação para escalar.
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Se a última década foi marcada pelo aumento no número de academias, a próxima será guiada pela qualidade da operação. E não apenas pela quantidade.
Com mais players no mercado, competição acirrada e consumidores cada vez mais exigentes, o crescimento deixa de ser apenas territorial e passa a envolver experiência, tecnologia, eficiência e posicionamento claro. A mensagem dos dados é direta: o setor nunca foi tão grande — e agora precisa ser também mais inteligente.













































































































































































































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