Além do preço: o que as grandes redes de academias avaliam antes de escolher um fornecedor? Durabilidade, assistência técnica, capacidade operacional e visão de longo prazo passaram a pesar tanto quanto o investimento inicial na escolha de fornecedores para grandes operações fitness
Informe publicitário
9/10/2026
Quando uma rede de academias decide equipar 10, 30 ou 100 unidades em plano de expansão, o critério de escolha deixa de ser só o preço do aparelho.
Entra em jogo durabilidade, suporte técnico, valor de revenda no fim da vida útil do equipamento, e a confiança de que o fornecedor vai estar presente daqui a 5 ou 10 anos.

Para operações que administram dezenas de unidades, a decisão deixa de ser uma simples compra de equipamentos e passa a ser uma decisão estratégica de longo prazo. Nesse cenário, fatores como estrutura logística, assistência técnica, disponibilidade de peças e capacidade de atendimento costumam pesar tanto quanto o preço inicial.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que determinados fabricantes conseguem construir relacionamentos de longo prazo com grandes redes de academias. A Matrix Fitness é um dos exemplos desse movimento no mercado brasileiro.
Nos últimos anos, um dos movimentos que mais chamou atenção no mercado foi a adoção de estruturas monobloco nas linhas de musculação. A Matrix foi a primeira fabricante a investir nesse conceito em larga escala com a linha Ultra, alterando a forma como os equipamentos ocupavam o espaço dentro das academias.
O efeito prático foi visual e imediato dentro da academia.
“Ela permite você ver e ser visto”, resume Vagner Castilho, diretor comercial da Johnson Health Tech, ao descrever como o novo formato acabou com as torres altas que quebravam a linha de visão entre os equipamentos, criando um ambiente integrado que influenciou novos projetos e ajudou a consolidar uma tendência nas academias premium.

O conceito acabou influenciando uma mudança de linguagem no próprio mercado, sendo posteriormente observado em lançamentos de outros fabricantes.
Segundo Castilho, esse movimento de inovação de produto foi o que consolidou a presença internacional da marca, somado a prêmios de inovação recebidos por 3 anos consecutivos.
Se a linha Ultra abriu espaço no mercado, o período pós-pandemia forçou a empresa a crescer em estrutura.
Tecnologia e estrutura acompanham a expansão do mercado fitness
O consumo de atividade física no Brasil deixou de ser um movimento sazonal, de alta um ano e queda no outro, e passou a crescer de forma consecutiva, ano após ano.
O investimento em infraestrutura e tecnologia, segundo Castilho, foi o que garantiu esse ritmo de crescimento sem comprometer prazo de entrega para as redes que estavam expandindo ao mesmo tempo.
Para acompanhar esse crescimento, a Matrix ampliou sua estrutura logística em Indaiatuba e passou a operar também com centros de distribuição complementares, aumentando sua capacidade de atendimento às redes em expansão.

Preço de compra ou custo total? A decisão que separa gestores de grandes redes
Perguntado sobre o primeiro critério que pesa na decisão de um gestor de rede grande, Castilho traz uma distinção que separa dois perfis de comprador.
De um lado está quem calcula o investimento inteiro, olhando Capex e Opex, sabendo que o equipamento tem valor residual e pode ser revendido depois.
Do outro lado está quem decide só pelo preço de tabela.
Durante a pandemia, alguns clientes precisaram vender equipamentos Matrix usados, e conseguiram valores acima do que haviam pago originalmente, simplesmente porque não havia oferta suficiente de equipamento seminovo de qualidade no mercado.
Já o comprador que escolhe pelo preço, segundo ele, costuma ter uma trajetória parecida.
Financia o equipamento em prazos longos, às vezes até 100 parcelas, e vê o produto perder desempenho muito antes do fim do contrato.
“No bolso ele aprende”, resume Castilho, naturalmente, existem operações em que o investimento inicial continua sendo o principal fator de decisão, especialmente em projetos menores. Já grandes redes costumam ampliar essa análise para custos operacionais ao longo do ciclo de vida dos equipamentos, sobre o caminho que normalmente traz esse tipo de cliente de volta para a Matrix depois de uma experiência frustrada com outro fornecedor.

Outro ponto que pesa na decisão de compra é o reconhecimento internacional da marca. “Você vai num hotel, encontra Matrix. Vai num navio, encontra Matrix. Vai numa academia, encontra Matrix”, descreve Castilho, ao explicar como a presença global da marca cria familiaridade e confiança tanto para quem investe quanto para quem treina.
Esse reconhecimento se tornou cada vez mais relevante também para o usuário final.
Com o crescimento das redes sociais, praticantes de todas as idades passaram a comentar sobre o equipamento específico que usam, o que antes era praticamente inexistente, e hoje cria uma camada extra de exigência e de comparação entre marcas dentro do próprio mercado consumidor.
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Sobre o futuro dessa relação, Castilho aposta na capacidade operacional do grupo. Redes grandes costumam ter um plano de expansão anual, que pode significar a abertura de 50 ou 100 unidades no mesmo ano, e isso exige de um fornecedor capacidade de importar e disponibilizar equipamento com antecedência, algo que nem toda empresa do setor consegue arcar financeiramente.
“Ele tem que se preocupar com o core business dele, que é abrir novas unidades. E nós nos preocupamos com a entrega dos equipamentos”, resume, sobre a lógica de parceria que a Matrix busca construir com esse tipo de cliente.

Ao observar a evolução do mercado fitness, fica evidente que a relação entre grandes redes e fornecedores vai além da negociação de preço.
Ela se constrói ao longo de anos, na soma entre inovação de produto, estrutura de suporte local e a percepção de que o equipamento escolhido hoje ainda vai valer alguma coisa daqui a 10 anos.
Para redes que trabalham com planejamento de expansão, a escolha do fornecedor deixou de ser apenas uma decisão de compra. Ela passou a fazer parte da estratégia operacional do negócio, envolvendo disponibilidade de equipamentos, assistência técnica, logística e previsibilidade de investimento ao longo dos próximos anos.













































































































































































































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