Com 175 mil visitantes de 136 países e IA, longevidade e recovery como eixos centrais, a edição marca uma virada histórica na indústria global, e a Fitness Brasil esteve lá
Por Edinei Knop, Fitness Brasil
23/4/2026
A FIBO 2026 encerrou com números históricos. Durante quatro dias, Colônia, na Alemanha, tornou-se o epicentro de um movimento dedicado ao avanço da saúde. A feira atraiu 175.173 visitantes de 136 países, reunindo mais de 1.000 expositores e parceiros de 54 países.
A edição consolidou o que o mercado global já sinalizava: o fitness deixou de ser apenas treino e passou a ocupar um papel central no ecossistema de saúde. A Fitness Brasil esteve presente, representada pelo diretor executivo Gustavo Almeida e pelo diretor educacional Fabio Saba.

O que a FIBO 2026 mostrou ao mundo
“A FIBO 2026 demonstrou de forma impressionante que a indústria fitness está evoluindo para se tornar um pilar central do setor de saúde”, disse Michael Köhler, diretor-geral da RX Deutschland, organizadora do evento. “A feira oferece uma visão holística do fitness, saúde e nutrição, interconectados por inovações digitais e inteligência artificial.”
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Silke Frank, diretora do evento, complementou: “A FIBO não é apenas um ponto de encontro para a indústria, ela é sua bússola. Quem quer entender para onde o mercado global de fitness está indo encontra as respostas aqui.”
Os três eixos que dominaram a FIBO 2026 foram inteligência artificial, longevidade e recovery. Novos formatos competitivos como o Hyrox também se consolidaram, combinando endurance e força para atrair um público orientado à performance. O fitness tornou-se não apenas mais eficaz, mas também mais experiencial e social.

A presença crescente dos brasileiros
Um dos aspectos que mais chamou a atenção de Gustavo Almeida foi o aumento da delegação brasileira no evento. “Encontrei mais brasileiros do que de costume, tem sido uma crescente ano após ano”, conta o diretor executivo da Fitness Brasil. A presença de marcas brasileiras de peso, como Wellhub, Goper (Trendx), ABC Evo e Matrix também contribuiu para essa visibilidade.
Já na visão de outros players pelo mercado brasileiro, esse interesse tem um lado complexo. “Quando conversamos com expositores e falamos que somos do Brasil, muitos sabem que o país é um mercado forte. Mas os que já tentaram ou já ouviram falar sobre os desafios do ‘custo Brasil’ enxergam isso como uma barreira grande de entrada. Uma barreira que de fato é mesmo”, reconhece.

Pilates, recovery e IA: os destaques do salão
Na análise dos pavilhões, Gustavo Almeida identificou movimentos relevantes para o mercado. “O Pilates estava bem forte, com um pavilhão inteiro dedicado. Não apenas o Pilates em estúdio para pequenos grupos, mas também para grupos maiores, de 10 a 20 pessoas, com equipamentos adequados para isso. Também o recovery, que ano após ano cresce: sauna, banheira de gelo, pistola, bota de compressão. Todo o conjunto ligado a recovery e bem-estar cresceu”, detalha.
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Para Almeida, entre os três grandes temas da FIBO 2026, a inteligência artificial é a que tem mais potencial de transformar o mercado brasileiro. “A IA permite inúmeras possibilidades de personalização, o que é bom para a experiência de treino e para a retenção de alunos em todas as academias. Você migra de um modelo tradicional de massa, das low costs, para potencialmente uma personalização em massa. A tecnologia já permite que o reconhecimento facial na catraca se conecte à esteira, e quando o aluno sobe, o equipamento identifica quem é e passa um treino personalizado, por exemplo.”


Longevidade: de conceito a realidade operacional
O envelhecimento saudável foi tema onipresente na FIBO 2026, de produtos e serviços interativos a dicas práticas sobre sono, redução de estresse e manutenção da forma física a longo prazo. A longevidade não foi apresentada como conceito abstrato, mas como algo que qualquer pessoa pode integrar ao cotidiano.
Gustavo Almeida vê esse movimento como uma tendência já em curso no Brasil. “As academias boutique ou de ticket mais alto têm mais condições de incorporar isso, mas com tecnologia, as academias com grande base de alunos também conseguem entregar.”
O recado para quem não foi
Para o gestor ou profissional de Educação Física que não esteve em Colônia, Gustavo Almeida tem uma recomendação direta. “Programe-se para ir, porque vale muito a pena. Eu sei que é um investimento, mas é um investimento que vale muito a pena para quem quer estar na vanguarda do mercado. É um baita momento de enxurrada de insights e de networking muito valioso.”














































































































































































































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