Uma das principais palestrantes da Fitness Brasil Expo 2025, especialista em comportamento do consumidor destaca que a busca por conexões coletivas define a forma como novas gerações se relacionam com o esporte
Fitness Brasil
27/8/2025
A prática esportiva, mais do que nunca, se tornou um espaço de encontro e convivência social. Para Daniela Klaiman, um dos principais nomes do futurismo no Brasil e na América Latina, esse é um dos maiores diferenciais das novas gerações em relação às anteriores. “A questão mais importante é a socialização. Locais de prática esportiva são ambientes para fazer isso acompanhados, seja em academias, clubes de corrida, no beach tennis ou em qualquer outra atividade. O pilar central é estar junto, construir vínculos”, afirma.
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Membro do Board AI da Samsung e fundadora da consultoria FutureFuture, Daniela é referência internacional em comportamento do consumidor e inovação. Mestre em Tecnologia e Futurismo pela Universidade Hebraica de Jerusalém, acumula mais de 18 anos de experiência no setor e será uma das principais palestrantes da Fitness Brasil Expo 2025, que acontece entre os dias 28 e 30 de agosto, em São Paulo.

Segundo a futurista, a relação das novas gerações com o bem-estar vai muito além da simples prática esportiva. O conceito de saúde passa a ser visto de forma mais holística, conectado a informações abundantes sobre esse universo. “O movimento é muito maior: trata-se de wellness, saudabilidade e longevidade. É uma geração que tem acesso a muito mais informação sobre o que faz bem ou mal para a saúde, lê rótulos, entende sobre suplementação”, explica.
Daniela também antecipa que o tema climático terá peso em sua palestra durante o evento, com reflexos diretos no esporte amador e na forma como profissionais do setor devem orientar o público. “Isso significa escolher horários mais adequados, dar atenção à hidratação e se preparar para condições adversas. O mercado tem papel importante como fonte de informação positiva, ajudando as pessoas a se ajustarem.”, adianta.
Confira a seguir a entrevista com a Daniela Klaiman.
A nova geração tem novos hábitos, mais avessa à vida noturna e ao consumo de álcool, além de ser mais caseira. Como a prática esportiva entra nesse cenário?
Não é simplesmente porque essa geração está bebendo menos que passou a olhar mais para as atividades físicas. O movimento é muito maior: trata-se de wellness, saudabilidade e longevidade. É uma geração que tem acesso a muito mais informação sobre o que faz bem ou mal para a saúde, lê rótulos, entende sobre suplementação. Também conta com gadgets que permitem acompanhar o próprio corpo e personalizar os cuidados. Essa consciência acaba impulsionando a tendência do wellness. E, dentro dela, a prática esportiva ganha cada vez mais relevância.
Como esses novos hábitos se diferenciam daqueles adotados pelas outras gerações?
Nas gerações anteriores, a prática esportiva era talvez a única conexão com saúde. Hoje, o conceito é mais amplo e holístico. O exercício físico é um dos pilares do wellness para essa geração, e certamente vai ganhar ainda mais intensidade.
Essa tendência de valorização do wellness aponta para mais exercícios em ambientes próximos, como em casa ou nos condomínios?
Acredito que, para essa geração, a localização não é o ponto central. A questão mais importante é a socialização. Locais de prática esportiva são ambientes para fazer isso acompanhados, seja em academias, clubes de corrida, no beach tennis ou em qualquer outra atividade. O pilar central é estar junto, construir vínculos. Independentemente da modalidade, o fundamental é a experiência coletiva.
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E como isso transforma os serviços esportivos?
É quase como a retomada do espírito de clube. A lógica é: “vamos fazer juntos, vamos conhecer gente”. Seja no crossfit ou em qualquer outra atividade, a prática vem acompanhada de convivência. E tão importante quanto o treino é o que acontece antes ou depois: o encontro, o pré-treino, o pós-treino. Já vemos, por exemplo, cafés que oferecem opções específicas para quem vai treinar. Depois, pode ser uma cervejinha, um churrasco, um bar ou qualquer forma de confraternizar. A socialização é o grande diferencial.
E como a questão climática entra nesse contexto do esporte amador?
Na minha palestra durante a Fitness Brasil Expo, vou destacar como as mudanças climáticas impactam os esportes. No alto rendimento, já há exemplos claros, mas no esporte amador a adaptação também será necessária. Isso significa escolher horários mais adequados, dar atenção à hidratação e se preparar para condições adversas. O mercado tem papel importante como fonte de informação positiva, ajudando as pessoas a se ajustarem. É como se, no futuro, existisse também um “coach climático” para orientar a prática esportiva.
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