Technogym muda modelo de atuação e promete maior flexibilidade ao mercado brasileiro

Após um período de 10 anos como subsidiária, uma das maiores do setor do fitness e do wellness, retoma modelo de distribuição com melhorias e sob comando do CEO Ricardo Rocha no Brasil 

Por Yara Achôa, Fitness Brasil
09/08/2021

Inovações e transformações fazem parte do dia a dia da Technogym, conhecida como The Wellness Company, assinatura que carrega há décadas, que ajudou a consolidar o conceito de fitness e estilo de vida. No mundo dos negócios não é diferente. A empresa no Brasil, sempre atenta ao movimento da economia e à missão de entregar o melhor a seus clientes, acaba de mudar novamente. Desde março, a companhia migrou de subsidiária à distribuidora, sob o comando do CEO Ricardo Rocha no Brasil. “As negociações com a Itália duraram quase um ano e se concretizaram no final do primeiro trimestre do ano, já trazendo resultados muito positivos em volume de vendas no segundo trimestre”, conta Rocha.

A Technogym, criada em 1983 em Cesena, Itália, por Nerio Alessandri, chegou ao Brasil há mais de duas décadas. O início de suas operações por aqui aconteceu como distribuidora – ou seja, como empresa que representava a marca e estava encarregada de vender o produto, atuando como intermediária entre o produtor e o cliente. Foi assim até 2011, quando se tornou subsidiária – passando a responder diretamente à sede italiana –, mudança motivada na época pela realidade de demora em algumas entregas e reposição de peças dos equipamentos. 

O empresário Ricardo Rocha, que veio do mercado automotivo, entrou para o universo fitness em 2014 como key account manager Technogym atuando no segmento hospitality, atendendo as demandas de hotéis e condomínios. No ano passado, já com um novo movimento para tornar a Technogym outra vez uma distribuidora, ele deu início às conversas e negociações com a sede. 

O negócio foi acertado em outubro e ele assumiu efetivamente em março. “Vários fatores me motivaram a buscar essa empreitada: é uma marca premium e sensacional; é uma empresa forte, com mais de 20 anos no país; o negócio já vinha “pronto”; contou muito a experiência que eu tinha com a companhia e minha trajetória nesse modelo de distribuição – já que tempos atrás também trouxe uma empresa para o Brasil. Foi como trocar o pneu com o carro andando, mas lidando com algo que conheço bem”, diz o CEO. 

O que muda para o cliente?

Na nova etapa do modelo de negócios, a Technogym busca estar ainda mais próxima de seus clientes, oferecendo vantagens como melhores condições de pagamento, inclusive com parcerias com bancos para facilitar ao comprador. 

E se na etapa inicial como distribuidora brasileira, no final dos anos 1990, o principal desafio era o prazo de entrega pela necessidade de ter de recorrer à Itália, agora o cenário é bem diferente, garante Ricardo Rocha. “Hoje, além dos equipamentos, temos 80% das peças de reposição em estoque, em Mogi das Cruzes (SP). Os outros 20% são peças que não impedem o funcionamento dos equipamentos, assim a chance de um cliente ficar um uma máquina parada é muito pequena.”

 Expectativa em relação ao futuro

Assim como todos os segmentos, a Technogym também sofreu impactos em seu negócio causados pela pandemia do novo coronavírus e teve de olhar com cuidado para o movimento da economia e o perfil de seus consumidores. 

Para se ter ideia, em 2019, antes da crise sanitária que mexeu com o mundo, seu faturamento no Brasil vinha de:

– 50% academias

– 20% hospitality (hotéis/condomínios)

– 20% home, pessoa física 

– 10% HCP (Health, Corporate & Public, ou seja, clínicas/ hospitais, corporativo, governo).

Em 2020, com as academias fechadas a maior parte do tempo e as pessoas em casa, os números foram:

– 40% home, pessoa física 

– 40% hospitality

– 10% academias

– 10% HCP 

Já transcorrido mais da metade de 2021, com vacinação em curso e reabertura do comércio e flexibilização do isolamento, a situação do faturamento se apresenta assim:

– 40% home, pessoa física 

– 35% hospitality

– 15% academias

– 10% HCP 

Para os próximos meses, Rocha acredita na retomada de faturamento vindo das academias (40%) e queda – em relação ao atual cenário – de home e hospitality (25% cada) e leve crescimento de HCP. “Temos de acompanhar de perto o mercado e os consumidores para atendê-los conforme suas necessidades”, diz o CEO da Technogym no Brasil. 

“O novo modelo de operação traz flexibilidade e adequação à necessidade do cliente brasileiro”, completa Maurício Oliveira, Chief Marketing Officer (CMO) da Technogym no Brasil. 

Atuais clientes e interessados em ter os produtos da grife italiana, referência em qualidade e design, devem começar a experimentar esses benefícios.

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