Panorama Setorial Fitness Brasil mostra que a demanda por musculação é 2,6 vezes maior que a oferta — enquanto o funcional se consolida como segunda força do mercado.
Yara Achôa, Fitness Brasil
25/2/2026
O mercado fitness brasileiro fala cada vez mais em diversidade. Novos formatos surgem. Estúdios se especializam. O outdoor cresce. No entanto, quando o assunto é o que realmente enche a sala de treino, os dados são claros: musculação continua sendo o principal motor das academias.
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De acordo com a 4ª edição do Panorama Setorial Fitness Brasil, musculação (17%) e treino funcional (13%) são as modalidades mais oferecidas pelos centros de atividades físicas. Porém, ao analisar a preferência dos alunos, a diferença se amplia. A musculação é a escolha principal para 45% dos respondentes, enquanto o funcional representa 13% das preferências. Ou seja: existe um descompasso.

Ao comparar oferta e demanda, o estudo aponta que a musculação é 2,6 vezes mais procurada do que a frequência com que é oferecida. Em contrapartida, o treino funcional apresenta proporção equilibrada entre procura e disponibilidade. Portanto, o que os dados revelam não é apenas preferência. Revelam oportunidade.
Musculação: base do modelo de negócios
Primeiramente, é importante entender que a musculação não aparece apenas como tradição. Ela se consolida como eixo estrutural do setor. No recorte comparativo entre Brasil e América Latina, a musculação lidera entre os frequentadores de academias no país, concentrando 45% das preferências.
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Além disso, o comportamento de frequência reforça esse cenário. No Brasil, 57% dos alunos matriculados frequentam academias de 4 a 7 vezes por semana. Isso indica regularidade. E regularidade, em grande parte dos casos, está associada ao treino de força estruturado.
Dessa forma, para gestores e profissionais de Educação Física, o dado é estratégico. Se a demanda supera a oferta, ampliar capacidade, qualificar a entrega e organizar melhor os espaços de musculação pode impactar diretamente ocupação e retenção.
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Funcional: equilíbrio e consolidação
Por outro lado, o funcional ocupa uma posição sólida e consistente. Ele aparece como segunda modalidade tanto em oferta (13%) quanto em preferência (13%). Consequentemente, apresenta equilíbrio entre o que o mercado entrega e o que o aluno busca.
Além disso, quando se observa a prática outdoor, o funcional figura entre as modalidades mais oferecidas em ambientes externos (18%). Embora 72% das academias ainda não disponibilizem treinos ao ar livre, há espaço para formatos híbridos que integrem força e experiências externas. Assim, o funcional deixa de ser tendência. Ele passa a ser parte consolidada do portfólio.

Do dado à decisão
Por fim, o Panorama reforça um ponto central: o setor vive um momento de maturidade. Interpretar dados e transformá-los em decisões práticas é diferencial competitivo.
Saber que a musculação tem demanda 2,6 vezes maior que a oferta não é apenas estatística. É direcionamento estratégico. Em um mercado cada vez mais orientado por indicadores, quem entende o que realmente lota as academias sai na frente.













































































































































































































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