Eletroestimulação para sair do sedentarismo

Um treino semanal, de cerca de 20 minutos, usando uma tecnologia que usa impulsos elétricos pode ser o start para uma vida saudável. Em participação especial no FBCast durante a IHRSA Fitness Brasil 2021, Rangel Vilas Boas, diretor de marketing na miha Brasil, falou sobre o sistema

Yara Achôa, Fitness Brasil
24/11/2021

São vários os motivos que podem afastar uma pessoa do início de uma prática esportiva: falta de tempo, de motivação, achar que não vai dar conta, não se sentir preparado… Mas a tecnologia está aí para ajudar a acabar com as desculpas. A miha, um sistema de eletroestimulação de corpo inteiro, por exemplo, é indicada para todos os níveis de praticantes e permite ativar até 300 músculos simultaneamente em um treino curto. “É um processo em que a gente induz uma contração involuntária no organismo, por meio de um impulso elétrico. A categoria já é usada na medicina e na fisioterapia há muitos anos e agora ganhou um novo formato. A miha é uma técnica mais recente, criada há 13 anos na Alemanha, que chegou ao Brasil há cinco anos. Somos pioneiros nesse mercado de eletroestimulação muscular (EMS)”, explica Rangel Vilas Boas, diretor de marketing na miha Brasil.

Essa tecnologia de eletroestimulação tem aplicações na educação física, na fisioterapia, na medicina e até na estética. E seus benefícios vão de fortalecimento muscular e hipertrofia, passando por reabilitação de lesões, melhora do desempenho esportivo e até emagrecimento.

Quem pode usar?

Praticamente todo mundo. Para apenas uma pequena parcela da população, o método não é recomendado. Entre eles, estão os que utilizam marca-passo; pessoas com problemas neurológicos graves, como epilepsia; quem tem doenças tumorais ativas; e grávidas. “Quem já pratica exercícios pode se beneficiar ainda mais com a eletroestimulação, melhorando o rendimento e a performance. Mas a EMS também é excelente para pessoas que não podem praticar atividade de alto impacto, que têm problemas de articulação com o joelho, para o público 60+, para recuperação pós-Covid e até para quem é sedentário e precisa iniciar uma rotina de exercícios”, diz Vilas Boas. Segundo ele, treinos de 20 minutos, uma vez por semana, durante oito semanas, já poderiam tirar o indivíduo do sedentarismo.

Vestindo um colete de neoprene ligado à miha, a máquina que libera os impulsos elétricos, o aluno realiza um treino de 20 minutos com movimentos de baixo impacto. São trabalhados cerca de 300 músculos simultaneamente, com mais de 40 mil contrações musculares, equivalendo a mais de uma hora de treino convencional.

A sistema não pode ser utilizado todos os dias. E a recomendação é não realizar treinos intensos no mesmo dia em que fizer as atividades com EMS, uma vez que os músculos precisam de tempo para se recuperar.

Para sentir os benefícios com segurança, é importante buscar locais certificados e profissionais capacitados, além de consultar um médico e o profissional de educação física que já acompanha os treinos.

Ouça a entrevista completa com Rangel Vilas Boas, diretor de marketing na miha Brasil, no Spotify.

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