A rotatividade de equipes em academias não é um problema de geração, é um problema de liderança. Saiba como adaptar sua gestão para reter profissionais de diferentes perfis e construir um ambiente onde as pessoas querem ficar
Por Cris Santos, colunista Fitness Brasil
12/5/2026
Existe uma narrativa confortável no mercado fitness e talvez por isso ela seja tão repetida:
• “A nova geração não quer trabalhar.”
• “Os mais antigos não acompanham.”
• “Está difícil encontrar gente boa.”
Mas talvez seja hora de encarar o problema com mais honestidade.
Não é sobre geração. É sobre liderança.
Hoje, academias convivem com profissionais de diferentes idades, histórias e expectativas dividindo o mesmo espaço, o mesmo cliente e o mesmo objetivo: gerar resultado.
E, ainda assim, muitas lideranças continuam operando como se todos fossem iguais. Esse é o ponto crítico.
O desafio da liderança geracional não está na diversidade de idades está na incapacidade de adaptar a forma de liderar.
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Enquanto alguns profissionais valorizam estabilidade e previsibilidade, outros buscam crescimento rápido, autonomia e equilíbrio de vida. E nenhum desses perfis está errado.
O erro está em ignorar essas diferenças e insistir em um único modelo de gestão.
No setor fitness, isso se torna ainda mais evidente. Estamos falando de um mercado que exige:
• Energia
• Relacionamento
• Presença
• Entrega constante
Mas que, ao mesmo tempo, ainda falha em pontos básicos como:
• Clareza de função
• Desenvolvimento de liderança
• Comunicação interna
• Reconhecimento
E quando esses pilares não existem… não importa a geração. As pessoas saem!

A rotatividade alta que tanto incomoda donos e gestores não nasce, na maioria das vezes, da idade do profissional. Ela nasce da experiência que ele tem dentro da empresa.
Ambientes confusos, lideranças despreparadas e ausência de desenvolvimento afastam qualquer perfil do mais jovem ao mais experiente.
Liderar diferentes gerações não é sobre “agradar todo mundo”. É sobre ter repertório para:
• Ajustar a comunicação
• Alinhar expectativas
• Desenvolver pessoas de forma individual
• Criar um ambiente onde o trabalho faça sentido
Porque, no fim, existe algo que atravessa todas as gerações: ninguém permanece onde não se sente visto, respeitado e desafiado na medida certa.
Talvez a pergunta que precise ser feita não seja: “Como lidar com essa nova geração?”
Mas sim: “Estamos preparados para liderar pessoas diferentes de nós?” Porque enquanto o mercado continuar tentando encaixar pessoas em modelos antigos… vai continuar chamando de “problema geracional” aquilo que, na verdade, é um problema de gestão!













































































































































































































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